Friday, January 25, 2008

my angel

miss you... so must... miss your smile, miss your face, your quiet arms, your touch...
just want, just need you here now... my heart is ful of that feeling that I steel don't understand... I guess I'll never will...
my soul is lost in this road and I just don't want to walk... my strength are gone and I feel so week...
my tears came dwon trough my face like rain in a lost world taht try to bring a breath of life inside my sadness...
but nothing matters...
I just keep feeling the pain of you leaving everytime I find and I lose someone.
And I have found and I have lost so many times... and it hurts so must...

And now, I just feel that I have to lose again, maybe because I haven't found what I thought... maybe because I was wrong about another someone...

that's why I miss you so must... again... once more...

Thursday, January 24, 2008

cúmplices

... nem sempre o chão da alma é seguro, nem sempre o tempo cura qualquer dor...

Wednesday, January 23, 2008

centro cirurgia de cardio-toraxica

Há um aroma vago que se solta no ar e se espalha a cada recanto de tudo que expira vida.
Um sentir sereno de compaixão contagia os vultos que desconhecidos vagueiam nesta sala.
A todos une um sentimento de desespero contorcido que cada um tenta controlar e transformar numa esperança amena que os aconchegue num momento de incerteza, num momento em que a vida, sem explicações, resolver revelar-se como imperatriz de cada amanhã.
A todos assombra o mesmo medo, os mesmos fantasmas da morte, e no entanto todos contagiam uma amizade tão sincera e desinteressada, capaz de fortalecer o coração mais incrédulo que aqui é cuidado e rejuvenescido como se de um novo nascimento se tratasse.
Curioso como a dor é capaz de unir o desconhecido numa reunião de forças que permitam vencer cada desafio que essa vida nos vai trazendo...
E sereno o tempo passa, sem parar, sem esperar... e cuidadosa a mente humana desvenda-se imensa pela sua capacidade de descobrir os segredos de vencer a própria vida nas suas investidas de provar quem é mais forte, quem decide... quem vence...
É sem dúvida impressionante a capacidade humana para prolongar a vida... é impressionante esta sede de saber, de querer... é impressionante a sua capacidade de, na fragilidade, deixar florir o melhor de si para enfrentar o seu maior medo: a morte.
O ser humano é, sem dúvida, a imagem mais perfeita do mistério que é viver...

Iris

"And I'd give up forever to touch you
Cause I know that you feel me somehow
You're the closest to heaven that I'll ever be
And I don't want to go home right now

And all I can taste is this moment
And all I can breathe is your life
Cause sooner or later it's over
Ande I don't want to miss you tonight

And I don't want the world to see me
Cause I don't think that they'd understand
When everything's made to be broken
I just want you to know who I am

And you can't fight the tears that ain't coming
Or the moment of truth in your lies
When everything feels like the movies
Yeah you bleed just to know you're alive"

Goo Goo Dools

Back to my past... back to whatever there was that I just tryed to forget...
feeling again what once I have felt, and still don't understand what it is... maybe there's just me... nothing else... maybe I give up forever to touch you... like once I have already done...

Tuesday, January 22, 2008

pela cidade...

a cidade divaga... distante percebo-a em oscilacoes de um azul intenso que se espalha e que a envolve num embalar sereno... um silêncio murmurado percorre cada pedra que a ergue e lhe dá forma e sabor...
Traços de luz desenham-se na distancia percorrida pela expressão da criação humana... linhas desorganizadas orientam o olhar até onde a inspiração se permitir desfazer e traçam esquissos que erguem no horizonte a colina onde pontos de luz sem consciência organizam figuras que lenta e subtilmente vagueiam pelo espaço inerte...
...a cidade adormece... lentamente cessa a expressão de ser humano na resistência serena de alguém reflectido no movimento tranquilo das figuras que oscilam entre a presença e a ausência do desejo de um momento que na sua singularidade se aguarda repetido...
e a noite abraça a cidade... desenha em si um gesto veludo de seduçao desperto pela explusão de vontades que se contorcem e se baralham na sua essência ao se sentirem percepcionadas a exaustão...

Monday, January 21, 2008

what silence said

"Paris café, our last rendez-vous…
rainswept, backwardscripted windows…
our shrunken heads reading signs and lips…
one last dance, broken steps, before your eclipse.

was there thunder in your ears?
mine were full of sand, not hearing what your silence said…
and if I turn around, your mouth open: no sound.
your eyes screaming, retreating into blackness…

a day too late, your news found me at home…
mind bubbling up, angry water refusing a stone…
and then revenge…
I felt life surge in my veins, a hunger you would never taste again.

did you lose your faith in love?
did you lose your faith in human feeling?
…silence…
did you lose your trust in truth?
did your heart find no way to healing?
…like I lost you…

you left your lovers close behind, but twisted up in time…
you crossed the line… it's all we have this thin twine
…then nothing…

just the emptiness you carved…
your spine a lonely blade in space, to the end a dancer.
beautiful face begins to fade…
thank you for being my friend…beautiful face begins to fade…"


Susheela Raman

Some times, music can say so must about what we are feeling...I try to... but I just can't hear what your silence say... i need you to teach me how to do that... or just let my bird fly again... Tell me, how does the unknown bird enter and leave the cage ?

Regresso

Quanto tempo... e o regresso ao mesmo que me trouxe por estas paragens... a vontade de partir, de soltar o que tão de repente me atou mas que sei agora que não quero que me prenda...

Voltar no tempo, a um tempo em que me permitia sentir... e agora sinto sem querer... sinto porque tenho que sentir, como um dia percebi que sentia...

Saber que sinto sem querer... fugir do que me faz sentir, do que me faz querer... evitar, recolher, negar... não quero, não posso... não vou sentir...

Talvez porque há sempre uma maneira de recomeçar... talvez depois então voltar...

Não me entendas mal... mas sinto que te tenho, não te tendo.. ou que não te tenho, tendo-te tão perto... não te tenho ou tenho, não sei de ti, sabendo, não te consigo ver, tendo-te diante de mim... e com tudo isto sinto e vou sentindo mais com este pouco de ti que serenamente vais permitindo chegar a mim... mas não me preenche e faz-me pedir mais, um mais que sei que não vais conseguir dar... prefiro assim não ter para conseguir deixar de sentir... para depois, talvez depois, conseguir voltar...

"Depois talvez, construir ou navegar os dias
pressentir, percorrer os caminhos que houver
ha sempre uma maneira de recomecar... se quiser.

Deixa-me assim, refazer ou desfazer os rumos
Descobrir, entender o destino que vier
Porque ha sempre uma maneira de mudar o que nao se quer.

Depois talvez, na incerteza de descobrir o que esta certo
E no amor no desamor, virar a vida do avesso
Ficar mais fundo e mais perto do calor.

Deixa-me só seguir o rumo de outro sentimento, o que acontecer,
Nem tudo o que nos ata nos pode prender,
Porque ha sempre, uma maneira de recomecar, se quiser."

Mafalda Veiga