Sunday, February 27, 2005

FIM

... uma música que às vezes parece resumir, num emaranhado de palavras, o que sinto e o que julgo não sentir...

"Neste infinito fim
que nos alcançou
guardo uma lágrima vinda do fundo
guardo um sorrido virado p'ró mundo
guardo um sonho que nunca chegou.

Na minha casa de paredes caídas
penduro espelhos cor de prata
guardo reflexos do canto que mata
guardo na arca ruinas perdidas.

Na praia deserta
nos dias que passam
falo ao mar de coisas que vi
falo ao mar do que conheci.

No mundo onde tudo parece estar certo
guardo os desfechos que me atam ao chão
guardo muralhas feitas de cartão
guardo um olhar que parecia tão perto.

P'ro país do esquecer nunca nascido
levo a espada e a armadura de ferro
levo o escudo e o cavalo negro
levo-te a ti, p'ra sempre, comigo..."

Toranja

queria poder dizer "não te amo mais..."

Friday, February 18, 2005

mentes...

"... a mente que se abre a uma nova ideia, jamais voltará ao seu tamanho original"
Einstein
às vezes sinto a minha mente a abrir-se perante um abismo e a crescer de tal forma que a sua dimensão não me deixa cair... e sinto que quanto mais cresce mais proxima estou do abismo, e quanto mais me abro a novas ideias mais longe estou de cair nesse abismo... então sinto que a minha mente de dimensões desmesuradas transcende a loucura e desejo voltar a ser pequena...
mas a necessidade da busca incessante de algo que me faça encontrar a razão de ser não permite passos atrás... e a mente abre-se e o tamanho original torna-se apenas uma silhuenta num passado tão presente... é apenas um ponto de partida num caminho sem contornos definidos...